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quarta-feira, 6 de março de 2013

Trabalho - uma abordagem contemporânea



Você sabia que a palavra trabalho tem sua origem no latim? Pois é, a palavra trabalho deriva de “tripalium” (3 paus).

O tripaulim era um instrumento de madeira utilizado para subjugar animais e também para forçar os escravos a produzirem mais. Em síntese, o tripalium era um instrumento de tortura utilizado na idade média.

Esta conotação de dor, sofrimento, agonia, desgaste, tormento, etc. permanece até os dias de hoje, apesar da aposentadoria do instrumento em si.

Por isso, muitas pessoas ligam o trabalho a sofrimento, a agonia, angústia (ainda mais se for segunda-feira)! Quase nunca a uma tarefa que dignifica o ser humano.
Tal mentalidade deve-se principalmente ao fato de que as pessoas que assim o tratam, não têm prazer em suas atuais ocupações profissionais, o que torna seu dia-a-dia um grande sofrimento! Sendo assim, não precisam do instrumento de madeira em si, mas apenas da penosa vivência de sua ocupação.

Qual será a consequência desta postura?

Para a pessoa, uma carreira mal sucedida, sem sabor e sem brilho. Tudo isso pode desdobrar-se em graves consequências para sua saúde física e mental.
Para a empresa, baixa produtividade e pouco ou nenhum engajamento, já que seus profissionais não estão comprometidos e alocados em seus devidos lugares. Um grande desafio para líderes e gestores de recursos humanos atualmente.

O resultado deste ciclo pode desencadear o presenteísmo, ou seja, presença física e ausência mental dos colaboradores. Estão fisicamente na organização, mas sem ação e/ou comprometimento (abordarei mais sobre o presenteísmo em outro artigo).

Para concluir, há poucos dias ouvi algo chocante quando eu retornava do meu trabalho. Estava fazendo um curto trajeto de trem, quando ouvi uma jovem ao meu lado dizer para sua amiga: “Eu, produzir, ficar ralando, trabalhando, vendendo? Nem morta! Não quero nem saber de variável*, só quero garantir o meu no final do mês e tá bom demais! Não vou ficar me matando!”

Para essa colaboradora, não precisava de um tripalium em seu local de trabalho para viver a angústia, sofrimento e descontentamento. Ela simplesmente está no local errado! Vender nunca será um desgosto para quem ama a profissão. Cabe aqui a organização identificar e tomar as providências cabíveis, antes que seja tarde demais.

De fato, atualmente há milhares de pessoas assim, em empresas de diversos setores e tamanhos. Com certeza, boa parte destes problemas estão diretamente relacionados à contratação.

Mas sobre isso eu falo outra hora...

Abraços! Um feliz trabalho para você!!!

Wagner Oliveira
Twitter: @wagnerpalestras

Wagner Oliveira é consultor e palestrante nas áreas de vendas, atendimento, motivação, comunicação, marketing e liderança. Em breve, site oficial.

*Variável = remuneração alcançada devido produção sobre vendas e atingimento de metas pré-estabelecidas.

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013

Falar em público! Eu?


Me recordo bem da primeira vez que tive que falar em público. Era um pequeno grupo de pessoas. Esta experiência ocorreu há mais de 13 anos, em uma pequena igreja no sul de Minas Gerais. Preparei meu sermão exaustivamente durante semanas e confesso ter conversado com o espelho dezenas de vezes (apesar de ter sido um monólogo, foi uma experiência interessante, só não recebi feedback...). Durante os poucos dias que antecederam minha apresentação, eu só sonhava (literalmente) com esse momento.

Para alguns um belo sonho, para outros um verdadeiro pesadelo!

Bom, naquela tarde na pequena igrejinha apresentei meu sermão, construído de maneira muito simples, mas com um conteúdo e ilustrações que atraíram a atenção do meu público. Quando terminei, perguntei logo para meus amigos ali presentes: “Como me saí? Fui bem?” A resposta foi unânime: “Claro! Você foi excelente! Acho que nasceu mesmo pra coisa!!!”

Falar em público tornou-se então uma das minhas paixões (as outras são meus filhos e minha mulher, só para deixar claro aqui...rsrsrs). Sinto-me à vontade, sinto-me bem ao poder dividir meus conhecimentos e experiências, contribuindo para o crescimento do grupo ali presente.

E você? Fica com um frio na barriga só de pensar em falar em público? De estar diante de uma plateia?

Uma boa notícia: você não é o único! Você sabia que mesmo os melhores oradores e palestrantes sentem um friozinho na barriga em suas apresentações? Com a prática, normalmente este friozinho diminui, mas nunca é eliminado. Digo que os primeiros 2 a 5 minutos são os mais tensos para qualquer orador ou palestrante.
Pesquisas americanas e brasileiras comprovam que falar em público é o que gera mais medo nas pessoas. Inclusive mais medo do que altura, insetos, doenças, morte, solidão, escuro, entre outras coisas.

Mas também quero dizer-lhe que falar em público é uma das competências mais essenciais para os profissionais de qualquer organização!

Portanto, se você quer crescer em sua carreira, alcançar postos de liderança, etc., saiba que inevitavelmente você terá que falar em público para expor suas ideias, inspirar seus liderados a atingirem um determinado objetivo, realizar reuniões com certa frequência, etc.

Bom, e o que fazer para aprimorar esta habilidade?

De maneira bem sucinta, segue 6 dicas preciosas para você se dar muito bem nesta área:

1º - É preciso se planejar. Planeje o que vai falar e como vai falar. Para isso, domine o assunto. Nada pior do que ouvir pessoas que não têm domínio do tema que estão apresentando. Seja capaz de falar sobre ele naturalmente, mesmo sem apoio de materiais.

2º - Construa seu discurso de maneira organizada, com início, meio e fim. Desta maneira, seus ouvintes poderão acompanhar sua linha de raciocínio e entender a ideia ou proposta central. É interessante que você inicie seu discurso com um “quebra-gelo”, ou seja, conte uma breve história, algum acontecimento corriqueiro, preferencialmente que você tenha vivido e que tem relação com o tema a ser desenvolvido. Isto reduz o stress e a ansiedade inicial.

3º - Conheça sua platéia. Qual é o perfil das pessoas que participarão da sua apresentação? De onde são, qual a faixa etária, experiência, escolaridade, necessidades, etc.? Quanto mais conhecer, melhor é, pois assim você poderá falar a linguagem dos seus ouvintes. Não adianta construir uma apresentação recheada de termos técnicos ou expressões demasiadamente complexas se o perfil da sua platéia é outro. Esse pode ser um erro fatal, porque comprometerá seu objetivo final!

4º - Enriqueça sua apresentação com ilustrações. As ilustrações são como janelas abertas em um discurso ou palestra. Elas fazem com que os ouvintes compreendam de maneira mais clara e simples determinados assuntos ali abordados. Elas funcionam como cola na mente das pessoas! Mas cuidado! Não incremente sua apresentação com piadas de mau gosto, histórias que ridicularizem determinado grupo social, etc. Há histórias fantásticas que não são obrigatoriamente piadas! Existem boas e más piadas. Além disso, busque ilustrar com situações que você mesmo tenha vivido. Isto cria mais credibilidade ao seu discurso.

5º - Cuidado com a entonação de voz e vícios de linguagem. Há pessoas que se descuidam neste aspecto. Já iniciam a apresentação com um tom de voz muito alto, praticamente gritando, imaginando que esta é a melhor maneira de causar impacto logo no início da apresentação. Particularmente não consigo permanecer 10 minutos na platéia com um orador ou palestrante assim! Quando me esforço muito (e diga muito nisso) e permaneço até o final, vejo o desespero do apresentador para manter sua entonação, pois a essa altura do campeonato, a sua voz sumiu! A voz some e com as dezenas de goles de água que ele bebeu, vem a imensa vontade de ir ao banheiro! Que situação! Como se não bastasse, há aqueles que não utilizam as pausas de maneira estratégica em suas apresentações. Por exemplo, após uma frase que você quer destacar, dê uma pausa, deixe o silêncio no ar... Não faça como muita gente que complementa seu lapso de memória com um “hum”, “então”, “é...”, “entende”, etc. Já presenciei pessoas ao meu lado contando o número de “é...” que uma oradora pronunciava em sua apresentação.

6º - Conclua sua apresentação com chave de ouro! Apresentação que não provoca ação na platéia, não atingiu seu objetivo principal! Qual é o seu objetivo ao discursar? É no encerramento que você poderá utilizar frases de impacto, figuras, vídeo, etc., que estimulem seu público a “comprar sua ideia” e a agir! O início de toda apresentação deve ser contagiante e o final impactante!!! Portanto, desenvolva uma bela conclusão e você verá os resultados!

Se quiser saber se está praticando estas 6 dicas, pergunte para seu espelho (apesar de não dar feedback, ele lhe servirá como ótimo instrumento para treino). Apresente seu discurso para um amigo ou parente (aconselho não envolver sua sogra nisso... seu discurso poderá se tornar um debate!). Filme sua própria apresentação e depois veja onde poderá melhorar.

E lembre-se sempre: desenvolver esta competência será fundamental para seu sucesso!

Compartilhe este artigo com seus amigos.
Abraços! Até a próxima!

Wagner Oliveira
Twiter: @wagnerpalestras

sábado, 2 de fevereiro de 2013

Novidades!

Em breve lançamento do site oficial do palestrante Wagner Oliveira.

Aguardem...